sábado, 17 de maio de 2008

NOTÍCIAS CAPCIOSAS

Vai rolar um romance entre meninas na comédia inglesa Snappers. Uma delas é a cantora Joss Stone (em junho no Brasil), que disse ao jornal The Sun que vai trocar com outra mulher um "longo e demorado beijo de língua".

Peraí... um só??

A personagem de Joss Stone não é a principal na história e a notícia está com a maior cara de jogadinha de marketing para despertar a curiosidade sobre o filme, que só vai ser lançado em 2009. Ninguém tinha dado a mínima para a produção, até a cantora, “sem querer querendo”, contar este detalhe à imprensa. Agora todo mundo especula sobre quem será a dona da outra boca no tal beijo...

domingo, 11 de maio de 2008

APENAS UMA VEZ (Once)

Irlanda – 2007 - 88 min.

Direção e roteiro: John Carney

Com Glen Hansard e Markéta Irglová


Muito bonito o filme irlandês “Apenas uma vez”. Poderia ser uma história banalíssima, se não fossem os personagens incomuns: um músico de rua e uma imigrante tcheca que se conhecem nas ruas de Dublin e ficam amigos.


Embora a música seja tão crucial para o cinema, os roteiros não costumam ser generosos com personagens músicos. Geralmente as histórias abordam músicos famosos, mas pessoas comuns são bem menos freqüentes. E, neste caso, a música não é um elemento secundário, mas um elo mágico entre os personagens. Aliás, é como se a música fosse um personagem à parte, percebemos que ela própria tem um “desenvolvimento”, conforme acompanhamos o processo de criação do personagem central, que faz um tipo de canção folk parecida com a de Damien Rice.


Os atores Glen Hansard e Marketa Irglova são músicos de fato. Glen atuou em outro filme bacana, que também se passa no universo musical, The commitments, e compôs as canções de Once, algumas em parceria com Marketa (os dois chegaram a montar uma banda após as filmagens, chamada The Swell Season).


São muito bonitas as cenas em que ele, tocando violão, e ela piano, compartilham sua sensibilidade artística. Vale como uma história de amor contada de outro jeito, lembrando até “Encontros e desencontros” e “Antes do amanhecer”, filmes que conseguem transportar para a tela uma certa aura que só os relacionamentos curtos e cheios de sintonia possuem. Bacana mesmo.

FONTE: http://www.foxsearchlight.com/once/



quinta-feira, 1 de maio de 2008

DEU NO GLOBO

O caderno Ela do jornal O Globo deste sábado (26/04/08), dedicou um espaço e tanto para falar de uma nova tendência de comportamento entre mulheres: escolher os parceiros por outros quesitos que não o sexo. Daí as meninas ficam lésbicas durante um tempo e hetero durante outro, até acharem a “pessoa” certa.

Parece que algumas “pessoas”, inclusive jornalistas, nunca ouviam falar em bissexualidade. É engraçado que mulher ficando com mulher ainda seja um fato surpreendente e mereça uma matéria de 3 páginas em um grande jornal, com um monte de gente se esmerando tanto para explicar “o fenômeno”.

Para dar credibilidade à grande descoberta, muitas meninas foram entrevistadas confirmando a tese. Depois de todo mundo discursar a favor do comportamento livre de rótulos, a matéria apresentou uma listinha de termos que tentam organizar um pouco as coisas e, no final das contas, rotular tudo de novo com novos termos (tem fancha, fanchinha, sapatilha e por aí vai...). E não faltou menção a cantoras da MPB.

Espero que alguém mereça isso...

domingo, 27 de abril de 2008


EU GOSTAVA MESMO ERA DA TRIXIE

Está chegando a hora da estréia de Speed Racer nos cinemas. O filme é baseado naquele anime bacana criado nos anos 60 por Tatsuo Yoshida, adaptado para platéias americanas e tornado um must das tardes da criançada lá pelos anos 70 no Brasil. Era um desenho muito diferente de todos em sua época, por suas aventuras criativas e pela ambientação no mundo das corridas. Se você era bem novinha naqueles tempos, provavelmente viu e reviu os episódios (foram 52) que mostravam as corridas estranhíssimas do ousado piloto do Mach 5, enfrentando o carro mamute, a equipe acrobática e os motoqueiros apaches.

Além das boas histórias e das corridas que nem sempre eram vencidas pelo incorruptível Speed, uma verdadeira graça da série era a namorada do piloto, Trixie. Criada em uma época pouco favorável às personagens femininas, em sua maioria secundárias em filmes e desenhos, Trixie era só um pequeno ensaio de emancipação feminina, sempre dando um jeitinho de se meter em aventuras que lhe eram proibidas. Espivitada, cavando sua independência como podia e dona de um charme discretinho, foi uma das primeiras meninas a chamar minha atenção de um modo que eu não compreendia bem na época, mas que foi uma das principais razões para tantas tardes passadas em frente à tv.

Trixie vai ser vivida nas telas (com a graça de Deus) por Cristina Ricci, a parceira de Charlize Theron em Monster. Vamos ver como será a atualização da personagem nas mãos dos irmãos Wachowski, que dirigiram Ligadas pelo desejo. E, em se tratando de Cristina Ricci, periga ela roubar a cena do personagem principal, que será interpretado no filme por Emily Hirsh... Go Trixie, go!


Para matar saudades:
retrotv.uol.com.br/speedracer/

Site oficial do filme:
speedracerthemovie.warnerbros.com/



sexta-feira, 18 de abril de 2008

ENFIM


Vem chegando na praça o novo disco do Portishead, “Third”, prometido no site oficial da banda para 28 de Abril. As boas línguas eletrônicas, entretanto, já andaram comentando por aí que o pacotinho de 10 faixas é mais uma pérola do trio de Bristol, mais próxima do experimentalismo do que os discos anteriores (“Dummy”, “Portishead” e “Roseland NYC”). Pode ser só saudade ou pode ser que a banda, que nos anos 90 ajudou a definir um dos marcos da música eletrônica (o trip-hop), venha mais uma vez nos proporcionar a emoção das coisas novas.


As faixas: 01 Silence / 02 Hunter / 03 Nylon smile / 04 The rip / 05 Plastic / 06 We carry on / 07 Deep water / 08 Machine Gun / 09 Magic Doors / 10 Threads


PS: E nem a capa do disco escapou da ansiedade dos internautas. No site oficial da banda, o comentário: “24 horas depois de toda a internet, orgulhosamente apresentamos a capa do novo álbum”.


Saiba mais em:
www.portishead.co.uk/

domingo, 30 de março de 2008

EU NÃO ESTOU LÁ (I’M NOT THERE)
EUA/Alemanha (2007) – 135 min.
Direção e roteiro: Todd Haynes
Elenco:
Marcus Carl Franklin, Ben Whishaw, Christian Bale, Heath Ledger, Richard Gere, Cate Blanchett, Charlotte Gainsbourg, Julianne Moore.
Site Oficial: www.imnotthere.es

Emocionante este filme de Todd Haynes sobre Bob Dylan, compondo uma visão instigante sobre o artista e produzindo uma peça rara dentre os filmes sobre personas destacadas.

Nos filmes que retratam estas figuras, os cineastas geralmente tentam se ausentar ao máximo de suas narrativas, em prol do compromisso com a biografia que acham que devem retratar. O resultado é sempre um filme para o artista, pela sua grande obra de arte.

Haynes, que também escreveu o roteiro de “I’m not ther”, ficou livre desta síndrome e tascou seu ponto de vista declaradamente pessoal, criativo e apaixonado. Artistas nunca deveriam ser retratados e Todd Haynes nos fez o favor de não retratar Bob Dylan. Mandou no lugar uma bela declaração de amor à música e ao fazer cinema.

De quebra, o filme traz Cate Blanchett, um verdadeiro assombro, boa demais como Dylan (o melhor deles, aliás). Imperdível para amantes de música.

sábado, 22 de março de 2008

Mais uma pesquisa sobre valores e atitudes revela o grau de conservadorismo da sociedade brasileira. Assim como no recente levantamento que resultou no livro A CABEÇA DO BRASILEIRO, os dados da pesquisa do IBOPE mostram o quanto o brasileiro ainda é reticente em relação a certos temas.

O que chama a atenção nesta pesquisa é que os brasileiros revelaram se achar muito mais éticos e progressistas do que sua própria sociedade. O brasileiro, ao fazer uma auto-avaliação, considera ter espírito público, respeito à cidadania e aos direitos humanos e que, acima de tudo, não é racista nem homofóbico. Na hora de avaliar o comportamento dos outros, a coisa muda de figura: os brasileiros acham que o restante da sociedade não pratica esses mesmos valores. Em uma escala de 0 a 10 pontos, o brasileiro dá a si mesmo, em média, nota 8 e para “os outros”, nota 5.

O Brasil não é para iniciantes mesmo... Como é que se entende uma contradição destas? Um país essencialmente conservador e cheio de pessoas que se acham à frente de seu próprio tempo...

Para variar, o nível declarado de rejeição ao homossexualismo está entre os mais altos da pesquisa: 33% das pessoas entrevistadas afirmaram que se afastaria de um amigo se soubesse que ele é homossexual. Que bom que 65% afirmaram que não fariam isso, mas o índice de 33% é alto, não? Afastar-se de alguém, de quem você gosta, só porque ela é homossexual, é preconceito violento... E 1/3 das pessoas admitiram preferir esta atitude.

Os dados estão na “PESQUISA DE VALORES E ATITUDES DA POPULAÇÃO BRASILEIRA”, realizada pela agência Nova S/B em parceria com o Ibope, que ouviu 1.400 brasileiros a respeito de 7 temas, de racismo a meio ambiente.

Leia mais sobre a pesquisa no site do IBOPE: http://www.ibope.com.br/
Leia mais sobre a pesquisa “A CABEÇA DO BRASILEIRO” no site safonocinema:
http://www.safonocinema.com.br/papo_cabeca.php#7