sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

AS NOVAS DO BFI 2009

O Festival de Cinema Gay e Lésbico de Londres apresenta SOCIETY, drama sobre um grupo de amigas de infância que vivem na Johannesburg contemporânea, sendo uma delas, Beth, uma professora lésbica ainda não assumida. Escrito e produzido pela dupla Lodi Matstela e Makgano Mambola, o filme é uma versão editada de uma minissérie que cativou audiências ao apresentar pela primeira vez uma personagem lésbica na TV, na África do Sul.

SOCIETY
AFRICA DO SUL (2007) – 90 min.
DIREÇÃO: Vincent Moloi
ELENCO: Zandile Msutwana, Sibulele Gcilitshana, Lele Ledwaba

domingo, 15 de fevereiro de 2009

TEDDY AWARDS 2009 - MELHOR CURTA METRAGEM

Já a cineasta Barbara Hammer levou o prêmio na categoria curta metragem, com A HORSE IS NOT A METAPHOR. A produção, conforme descrita no Berlinale, arrisca experimentações, tem música de Meredith Monk e fala sobre mulheres com câncer. Para conhecer mais sobre a cineasta americana: http://barbarahammer.com
TEDDY AWARD 2009


Esta premiação muy especial do Festival de Berlim para filmes de contexto lésbico e/ou gay destaca este ano RABIOSO SOL, RABIOSO CIELO, de Julián Hernández. O cineasta do etéreo já havia ganho o TEDDY em sua 53. ed. com o estranho MIL NUBES DE PAZ CERCAN EL CIELO, AMOR, JAMÁS ACABARÁS DE SER AMOR e concorrido na edição 2006 do mesmo prêmio com o filme EL CIELO DIVIDIDO.

A sinopse de "Rabioso Sol..." divulgada no festival descreve de modo bem apropriado a proposta estétic
a do diretor mexicano: "A história de dois homens, Kieri e Ryo, cujo amor transcende o tempo e o espaço. Até que Tari aparece na vida dos amantes, lançando Kieri em uma jornada mística que o levará ao sacrifício e a ressurreição". Sacou? : ) Então vai a ficha aí:

RABIOSO SOL, RABIOSO CIELO
By Julián Hernández
México (2008) - 191 min.
Com Jorge Becerra, Javier Oliván, Guillermo Vilegas, Giovanna Zacarias

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ISSO TEM IMPORTÂNCIA?

Johanna Sigurdardottir foi nomeada, em 31 de janeiro de 2009, primeira ministra da Islândia, após a renúncia do Premier Geir Haarde. Representando uma coalizão de partidos de centro-esquerda, é a primeira homossexual assumida a governar um país no mundo moderno. A moça tem 66 anos, já foi dirigente sindical, aeromoça e integrante do Parlamento islandês. Sigurdardottir é também a primeira mulher a governar este país. As eleições ocorrerão em maio deste ano.


domingo, 25 de janeiro de 2009

MOSTRA TRUFFAUT NO RIO

Terça (27/01) começa a mostra O CINEMA DE FRANÇOIS TRUFFAUT, dedicada ao amado cineasta francês, contando com peças difíceis de achar por aí, como "Os Pivetes" (1957), "Domicílio conjugal" ((1970), "Amor em fuga" (1978) e "O último metrô" (1978). O filme de abertura é "Atirem no pianista", de 1960.

Caixa Cultural Rio - Cinema 1
Av. Almirante Barroso, 25, Centro - RJ
27 Jan-08 Fev
Sessões às 16:30hs e 19:00hs
R$4 (inteira), R$2 (meia), R$10 (passaporte para 8 sessões)
www.caixa.gov.br/caixacultural

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FIM DE ANO, CINEMA E MÚSICA, PRA VARIAR

Que bom que o REM não parou no tempo. Que bom ter visto um show tão diferente com a Orquestra Contemporânea de Olinda. Que bom não ter entendido muita coisa quando ouvi Third pela primeira vez, para que agora Machine Gun e Magic Doors acessem tanto os meus sentidos. Que bom que, aos 43 minutos de 2008, eu tenha assistido ao Menino de Pijama Listrado e possa ter visto mais uma vez a mesma realidade de uma nova perspectiva.


Para 2009 existem muitos desejos e um deles foi sintetizado em uma campanha da ILGA Portugal contra a homofobia, que está disponível no YouTube:

http://www.youtube.com/watch?v=Xtv2OjDV6t0


Sonhar não custa nada e, boa parte das vezes, ainda dá frutos.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2008


POR SUA RELEVÂNCIA, O MELHOR DO ANO

Neste filme de Gus Van Sant, Alex é um menino completamente perdido sobre o que acontece ao seu redor e, principalmente, dentro de si mesmo. Ele se envolve em uma situação que culmina na morte de uma pessoa, mas é tão carente de referências e de valores, que não consegue julgar os próprios atos. Não chega a uma conclusão sobre se estava certo ou errado no lance e nem mesmo consegue reagir ao cerco que a polícia monta ao redor da "comunidade de skatistas" na qual ocorreu o crime. Aliás, "comunidade" não, porque as pessoas que se reúnem no parque Paranoid para andar de skate mal se conhecem, como bem lembrou um dos garotos investigados. Não há família que ampare, escola que desperte, política ou causas capazes de atrair aqueles garotos sem rumo. Eles estão mergulhados em si mesmo e dão de cara com um tremendo vazio.

O filme dividiu opiniões. Muitos disseram que o diretor filmou com distanciamento e frieza irritantes. Outros simplesmente sacramentaram a crítica: "muito chato". O fato é que Van Sant não dá moleza aos espectadores e prefere usar o próprio jeito de filmas para reforçar uma história que já vem contando em filmes como O Elefante e Last Days. No primeiro, investiga um massacre ocorrido em uma escola americana e, no segundo, os últimos dias de vida de um astro de rock. Em ambos, a lentidão e a aparente falta de propósito marcam as cenas, lembrando a sensação que inspirou Kurt Cobain (não por acaso, Last Days é sobre ele) a compor Smells Like Teen Spirit: "é sobre a apatia da minha geração".

Bem longe da isenção, o cineasta filma com uma visão de mundo, oferecendo seu ponto de vista sobre uma juventude que bóia na marola da apatia, radicalmente desvinculada de qualquer coletividade.