Johanna Sigurdardottir foi nomeada, em 31 de janeiro de 2009, primeira ministra da Islândia, após a renúncia do Premier Geir Haarde. Representando uma coalizão de partidos de centro-esquerda, é a primeira homossexual assumida a governar um país no mundo moderno. A moça tem 66 anos, já foi dirigente sindical, aeromoça e integrante do Parlamento islandês. Sigurdardottir é também a primeira mulher a governar este país. As eleições ocorrerão em maio deste ano.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
MOSTRA TRUFFAUT NO RIOTerça (27/01) começa a mostra O CINEMA DE FRANÇOIS TRUFFAUT, dedicada ao amado cineasta francês, contando com peças difíceis de achar por aí, como "Os Pivetes" (1957), "Domicílio conjugal" ((1970), "Amor em fuga" (1978) e "O último metrô" (1978). O filme de abertura é "Atirem no pianista", de 1960.
Caixa Cultural Rio - Cinema 1
Av. Almirante Barroso, 25, Centro - RJ
27 Jan-08 Fev
Sessões às 16:30hs e 19:00hs
R$4 (inteira), R$2 (meia), R$10 (passaporte para 8 sessões)
www.caixa.gov.br/caixacultural
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
FIM DE ANO, CINEMA E MÚSICA, PRA VARIAR
Que bom que o REM não parou no tempo. Que bom ter visto um show tão diferente com a Orquestra Contemporânea de Olinda. Que bom não ter entendido muita coisa quando ouvi Third pela primeira vez, para que agora Machine Gun e Magic Doors acessem tanto os meus sentidos. Que bom que, aos 43 minutos de 2008, eu tenha assistido ao Menino de Pijama Listrado e possa ter visto mais uma vez a mesma realidade de uma nova perspectiva.

Para 2009 existem muitos desejos e um deles foi sintetizado em uma campanha da ILGA Portugal contra a homofobia, que está disponível no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=Xtv2OjDV6t0
Sonhar não custa nada e, boa parte das vezes, ainda dá frutos.
Que bom que o REM não parou no tempo. Que bom ter visto um show tão diferente com a Orquestra Contemporânea de Olinda. Que bom não ter entendido muita coisa quando ouvi Third pela primeira vez, para que agora Machine Gun e Magic Doors acessem tanto os meus sentidos. Que bom que, aos 43 minutos de 2008, eu tenha assistido ao Menino de Pijama Listrado e possa ter visto mais uma vez a mesma realidade de uma nova perspectiva.

Para 2009 existem muitos desejos e um deles foi sintetizado em uma campanha da ILGA Portugal contra a homofobia, que está disponível no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=Xtv2OjDV6t0
Sonhar não custa nada e, boa parte das vezes, ainda dá frutos.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

POR SUA RELEVÂNCIA, O MELHOR DO ANO
Neste filme de Gus Van Sant, Alex é um menino completamente perdido sobre o que acontece ao seu redor e, principalmente, dentro de si mesmo. Ele se envolve em uma situação que culmina na morte de uma pessoa, mas é tão carente de referências e de valores, que não consegue julgar os próprios atos. Não chega a uma conclusão sobre se estava certo ou errado no lance e nem mesmo consegue reagir ao cerco que a polícia monta ao redor da "comunidade de skatistas" na qual ocorreu o crime. Aliás, "comunidade" não, porque as pessoas que se reúnem no parque Paranoid para andar de skate mal se conhecem, como bem lembrou um dos garotos investigados. Não há família que ampare, escola que desperte, política ou causas capazes de atrair aqueles garotos sem rumo. Eles estão mergulhados em si mesmo e dão de cara com um tremendo vazio.
O filme dividiu opiniões. Muitos disseram que o diretor filmou com distanciamento e frieza irritantes. Outros simplesmente sacramentaram a crítica: "muito chato". O fato é que Van Sant não dá moleza aos espectadores e prefere usar o próprio jeito de filmas para reforçar uma história que já vem contando em filmes como O Elefante e Last Days. No primeiro, investiga um massacre ocorrido em uma escola americana e, no segundo, os últimos dias de vida de um astro de rock. Em ambos, a lentidão e a aparente falta de propósito marcam as cenas, lembrando a sensação que inspirou Kurt Cobain (não por acaso, Last Days é sobre ele) a compor Smells Like Teen Spirit: "é sobre a apatia da minha geração".
Bem longe da isenção, o cineasta filma com uma visão de mundo, oferecendo seu ponto de vista sobre uma juventude que bóia na marola da apatia, radicalmente desvinculada de qualquer coletividade.
Neste filme de Gus Van Sant, Alex é um menino completamente perdido sobre o que acontece ao seu redor e, principalmente, dentro de si mesmo. Ele se envolve em uma situação que culmina na morte de uma pessoa, mas é tão carente de referências e de valores, que não consegue julgar os próprios atos. Não chega a uma conclusão sobre se estava certo ou errado no lance e nem mesmo consegue reagir ao cerco que a polícia monta ao redor da "comunidade de skatistas" na qual ocorreu o crime. Aliás, "comunidade" não, porque as pessoas que se reúnem no parque Paranoid para andar de skate mal se conhecem, como bem lembrou um dos garotos investigados. Não há família que ampare, escola que desperte, política ou causas capazes de atrair aqueles garotos sem rumo. Eles estão mergulhados em si mesmo e dão de cara com um tremendo vazio.
O filme dividiu opiniões. Muitos disseram que o diretor filmou com distanciamento e frieza irritantes. Outros simplesmente sacramentaram a crítica: "muito chato". O fato é que Van Sant não dá moleza aos espectadores e prefere usar o próprio jeito de filmas para reforçar uma história que já vem contando em filmes como O Elefante e Last Days. No primeiro, investiga um massacre ocorrido em uma escola americana e, no segundo, os últimos dias de vida de um astro de rock. Em ambos, a lentidão e a aparente falta de propósito marcam as cenas, lembrando a sensação que inspirou Kurt Cobain (não por acaso, Last Days é sobre ele) a compor Smells Like Teen Spirit: "é sobre a apatia da minha geração".
Bem longe da isenção, o cineasta filma com uma visão de mundo, oferecendo seu ponto de vista sobre uma juventude que bóia na marola da apatia, radicalmente desvinculada de qualquer coletividade.
domingo, 30 de novembro de 2008
NEM NA FOTOPolêmicas sobre beijo gay na TV brasileira continuam ganhando corda. Domingo, 23 de Setembro, a Revista da TV do jornal O Globo fez uma matéria sobre os personagens gays de seriados. Nenhuma novidade, não fosse a foto escolhida para a capa da edição: a cena do beijo entre Kevin e Scotty, personagens do seriado "Brothers and Sisters", que passa por aqui na TV a cabo.
Na semana seguinte, as cartas dos leitores não deram moleza ao jornal. O repúdio à foto foi justificado (pelos que tiveram suas cartas publicadas) em função das crianças e dos mais idosos. Todo mundo tratou de dizer que não achava necessário, nem construtivo, mostrar foto ("gigante", segundo um leitor) como aquela. Reclamaram muito que seus filhos ficaram perguntando por que dois homens se beijam. E que pessoas idosas se sentiram agredidas.
Fico feliz em saber que, mesmo revoltados com a maléfica influência da mídia sobre crianças e idosos, os leitores avançaram muito em sua visão, já que todos disseram que não tinham NADA contra homossexuais. Ah, que bom...
sábado, 8 de novembro de 2008

HOPPER E A CIDADE
Embora sejam lidos como sintomas de amargura e solidão, como pinturas tristes sobre pessoas que não se comunicam, os quadros de Edward Hopper emanam uma tranqüilidade rara. Colocam um inusitado tom bucólico bem no meio da cidade. Como a cidade poderia ser, ao menos algumas vezes, só que nunca é. Os espaços de introspecção desparacem dela. Por isso ficam tão bonitos pintados assim.
Quadros: à esquerda, NIGHTHAWKS (1942); à direita, CHOP SUEY (1929)
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