domingo, 13 de julho de 2008

MÍDIA E HOMOSSEXUALIDADE

Começou dia 8 e vai até 20 de Julho, na Caixa Cultural RJ, o evento A HOMOSSEXUALIDADE NA MÍDIA: O QUE MUDOU?, que discute as transformações no modo como a homossexualidade vem sendo representada na mídia. O evento conta com uma mostra de cinema e de seriados de TV, em conjunto com um ciclo de debates.

O filme Aimée e Jaguar será exibido nos dias 16 (19:30hs), 19 (15hs) e 20 (19hs) de Julho na etapa carioca do evento. É uma boa oportunidade de ver um filme bacana e bem difícil de achar por aí.


CAIXA CULTURAL RJ
Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro
Tel: (21) 2544-4080

Em São Paulo,o evento começa dia 15 e vai até 20 de julho
CAIXA CULTURAL SP
Praça da Sé 111, São Paulo
Tel: (11) 3321-4400

Entrada Franca
Programação completa disponível em: www.caixacultural.com.br

sexta-feira, 11 de julho de 2008

SEMANA DA DIVERSIDADE SEXUAL

A semana da diversidade sexual exibida pelo canal a cabo GNT em Junho teve como ponto alto a entrevista da Desembargadora MARIA BERENICE DIAS no programa Marilia Gabriela Entrevista. Maria Berenice criou o termo homoafetividade, para ressaltar os vínculos de afeto contidos nas relações homossexuais e que permanecem invisíveis aos olhos da sociedade. As leis existentes no Brasil, segundo a Desembargadora, estão bem longe de proteger tudo aquilo que estas relações afetivas são capazes de construir. Sua luta é para que os pares homossexuais, ao desenvolverem vínculos afetivos, alcancem o abrigo do direito de família. Por isso sua máxima: “o afeto é uma realidade digna de tutela”.

No SAIA JUSTA, as meninas mostraram uma interessante matéria com depoimentos de habitantes de uma ilha na Nicarágua, um verdadeiro rincão de preconceitos contra homossexuais. Após a matéria, fizeram a crítica correta ao senso comum atrasadinho nicaragüense, mas deixaram passar no restante do programa idéias pra lá de questionáveis, como “andar de mãozinha dada é coisa de mulher”, “mulher gosta de receber flores”, além de endossarem, sem a menor cerimônia, a velha idéia de que mulheres são seres histéricos. Sei que o programa é muito querido pela galera, mas há tempos que venho percebendo que nem a Márcia Tiburi, com toda sua razão crítica, consegue fazer frente ao festival de senso comum das outras apresentadoras, sempre reafirmando as tais “coisas de mulheres”.

Rolou também a edição especial do programa SUPERBONITA, falando de padrões de beleza GLS. Aliás, padrões não, o que se viu foi uma defesa da “feminilidade” da mulher lésbica. “Mulher tem que ser mulher sempre”, afirmou categoricamente uma moça no programa. É bem bacana que as pessoas tenham vários modelos nos quais se espelhar e sejam livres para escolher aquele que mais lhe agrada. Conforme a homossexualidade vai saindo dos guetos, a tendência é que os modelos se diversifiquem mesmo. E que viva a diferença, pois desde que nenhum destes modelos venha para se tornar regra, todas as alternativas serão muito bem-vindas.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Mais uma contribuição de nossa querida autora irresponsável, Safo:

Eu sinto

Sinto a sua mão
Tocar minha alma
Sinto a palma de seu sorriso
Fazer cócegas em meu coração de vidro

Sinto os seus cabelos
Seus fios são como ondas revoltas
Sinto sua discreta figura em meio à turba
Convidar-me a bailar no centro do furacão

Sinto a sua dor
Suas lagrimas de pessoa humana cansada e bondosa
Sinto sua insistência:
Um Viva para a Vida, apesar da vida.

Sinto, oh Amor
Sua esperança e os mais lindos sonhos

Autoria Irresponsável de Safo, A Poeta

domingo, 29 de junho de 2008

Uma amiga ficou muito triste com a morte da antropóloga Ruth Cardoso e escreveu este texto em sua homenagem:

UMA BRASILEIRA ILUSTRE

Por Rosana Gonçalves

"Combater a pobreza é fortalecer as capacidades das pessoas e os recursos da comunidade" Ruth Cardoso (1930-2008)


Dona Ruth Cardoso tinha cara séria, de professora exigente e brava. Era vista fazendo compras nos supermercados da região de Higienópolis.... escolhendo verduras e legumes.

Sua autenticidade e seus valores deixavam-se além das tendências de moda ou das imposições da mídia. Resistiu bravamente e até o fim não compactuou com a mistura entre o público e o privado.

Trabalhou muito em grupo. Não há registros de que tenha tirado vantagem da posição política que possuía para alavancar projetos que lhe dessem brilho próprio.

Doutora em Antropologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP). Como docente e pesquisadora atuou em várias instituições, como a USP, Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso/Unesco), Universidade do Chile, Maison des Sciences de L´Homme (Paris), Universidade de Berkeley e Universidade de Columbia. Foi membro associado do Center for Latin American Studies da Universidade de Cambridge e membro da equipe de pesquisadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Publicou vários livros e trabalhos sobre imigração, movimentos sociais, juventude, meios de comunicação de massa, violência, cidadania e trabalho. Presidiu o Conselho do Programa Comunidade Solidária, ativo no período de 1995-2002. Em 2000 criou a Comunitas, uma organização da sociedade civil de interesse público, responsável pela garantia da continuidade dos programas gerados pela Comunidade Solidária, onde atuou até sua morte.

Deixa-nos imenso legado. Em seu exemplo de vida sobressai a virtude da persistência, traço marcante de seu caráter... uma brasileira ilustre que fica em nossa memória coletiva, pois "o que brilha com luz própria, nada pode apagar...". O trecho a seguir mostra traços de sua clareza intelectual, conjugada à sua luta em seu trabalho diário:

"Na maioria dos programas que buscam a focalização, os pobres constituem um segmento definido por critérios estatísticos, o que não define um ator social, mas sim um grupo heterogêneo que tem em comum um mesmo nível de renda. Por esta razão as ações de combate à pobreza que partirem deste tipo de focalização não contarão com interlocutores participantes, capazes de mobilizar identidades comunitárias. Como conseqüência, os projetos de desenvolvimento social dirigidos aos mais pobres podem e devem se inspirar no modelo das ações afirmativas, mas devem estar cientes de que a participação não decorre da focalização.

Localizados os pobres e feitas as doações, não aparecerá, como conseqüência, uma resposta espontânea destes indivíduos em apoio aos incentivos oferecidos. Pelo contrário, para ser incluído no mercado, quer como consumidor quer como trabalhador, é preciso ir além da superação da fome, da doença etc. É preciso desenvolver auto-estima, capacidade de comunicação e, ainda, confiança em seus saberes e em sua capacidade de aprender. Estas qualidades existentes em comunidades de pouca renda são mais fáceis de serem generalizadas quando há envolvimento coletivo e quando o grupo que está recebendo atenção se transforma em protagonista de sua mudança. Quando isso acontece, são capazes de definir as ações afirmativas que podem ser eficientes em cada contexto”.

RUTH CARDOSO - “Sustentabilidade, o desafio das políticas sociais no século 21", disponível em http://www.comunitas.org.br/

sexta-feira, 27 de junho de 2008

ESTRÉIAS NO CINEMA

Apesar do atraso, chegam às telas dois filmes muito bacanas:

AS FILHAS DE CHIQUITA
Brasil (2006) – 52 min.
DIREÇÃO: Priscila Brasil

Documentário de Priscila Brasil mostra uma festa gay que ocorre logo após a passagem da tradicional procissão do Círio de Nazaré, em Belém, no segundo domingo de Outubro. Dando voz aos participantes desta interessante festa, o filme foi muito bem recebido no Festival de Cinema do Rio de 2006 e também no 14º Festival Mix Brasil. O canal a cabo GNT dá uma tremenda canja, exibindo o documentário dia 29/06/08 à 0h30min.

POR ONDE ANDARÁ DULCE VEIGA?
Brasil (2007) – 105 min.
DIREÇÃO: Guilherme de Almeida Prado
Roteiro baseado em romance de CAIO FERNANDO DE ABREU

Enquanto um jornalista sonha em recuperar a imagem de uma cantora da MPB misteriosamente desaparecida, chamada Dulce Veiga (Maitê Proença), a filha desta, cantora de rock e lésbica (interpretada por Carolina Dieckmann), sonha em se desvencilhar da imagem da mãe.

domingo, 22 de junho de 2008

SEMANA DA DIVERSIDADE SEXUAL NA TV A CABO

O canal a cabo GNT apresenta de 22 a 29 de Junho a SEMANA DA DIVERSIDADE SEXUAL, com vários programas voltados para o público GLS.

Na madrugada de 22 para 23 (01:59 hs) rola o documentário MEU MARIDO É GAY, reprisado dia 23 às 11:00 hs.

Dia 24, à meia-noite, rola a série CASAIS MODERNOS, sobre casais gays com filhos.

Dia 25, às 22:30 é vez do SAIA JUSTA levar ao programa quatro pessoas que já tiveram experiências homossexuais.

Dia 27, às 22:00 hs, tem o especial GLS do programa SUPERBONITA, abordando padrões de beleza entre mulheres homossexuais.

FONTE: Jornal O GLOBO, Revista da TV de 22 de Junho de 2008.
Site GNT: globosat.globo.com/gnt/

quarta-feira, 18 de junho de 2008

CINECLUBE GLBT NO ODEON

Nesta sexta (20/06/08) às 21 hs, rola a primeira edição do CINECLUBE GLBT, no cinema ODEON, Rio de Janeiro. Estão programados os seguintes curtas:

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PÁGINAS DE MENINA (2008), de Monica Palazzo
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BÁRBARA (2006), de Carlos Gradim
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MEU CÃO ME ENSINA A VIVER (2007), de Filipe Moura
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(2007), de Felipe Sholl
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ALGUMA COISA ASSIM (2006), de Esmir Filho
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O DIÁRIO ABERTO DE R. (2005), de Caetano Gotardo

CINEMA ODEON PETROBRAS - Pça Floriano, 7, Cinelândia, RJ.
R$10 (inteira) e R$5 (meia).
Depois da sessão tem festa comandada pelo DJ Great Guy.

Mais informações em:
http://cineclubeglbt.blogspot.com/